• Thiago Barcellos

"A Felicidade Não se Compra": um clássico eterno de natal



Realizado por Frank Capra em 1946, A Felicidade Não se Compra (It's A Wonderful Life) é, até hoje, um dos filmes mais reprisados da história por volta das festas de fim de ano nos Estados Unidos.


Baseado em The Greatest Gift, um conto escrito em um cartão de natal por Philip Van Doren, é a história de um homem desengonçado e de bom coração que, quando menino, ambicionava ser um famoso explorador, mas a morte do pai o forçou a abandonar seus sonhos de viagens e permanecer na bucólica cidadezinha de Bedford Falls, em Connecticut para administrar os negócios da família.


O incontornável James Stewart protagoniza George Bailey um homem que, apesar de não satisfeito com seu ofício, torna-se respeitadíssimo pela comunidade local, particularmente por sua recusa em vender o seu negócio a um ganancioso banqueiro que é dono do resto da cidade.


Quando o infortúnio se abate sobre George, ele se desespera e pensa em suicídio, saltando de uma ponte. No entanto, um milagre acontece: um anjo chamado Clarence é enviado do Céu para mostrar a George o que teria sido de sua família e também da cidade caso seu desejo se realizasse e ele jamais tivesse vivido e, em seguida, o ajuda a fazer um balanço e realizar o valor de sua própria vida.



Capra, o diretor, criou uma obra cinematográfica eterna que teve tanta relação com a psique humana que não teria como fracassar, mas sim tocar o coração dos espectadores.


Na década de 60, o copyright da obra expirou, o que permitiu a circulação frequente na TV a baixo custo de uma versão de domínio público. A Felicidade Não e Compra se tornou então baluarte das "sessões para toda a família". Depois dos anos 70, com sua popularidade cristalizada à época do natal, o filme se tornou pedra de toque emocional para várias gerações de norte-americanos em contraste com a programação obtusa e comercial da época de festas de fim de ano.


Décadas mais tarde, o filme ainda continua um dos mais queridos de todos os tempos, por conta de sua mensagem otimista e clima amedrontador de "o que aconteceria se...". Uma das grandes qualidades desse filme de Frank Capra se deve especialmente à participação de roteiristas não creditados como é o caso do genial Dalton Trumbo.


O filme, era um dos prediletos de Capra e Stewart e ambos expressaram profundo descontentamento quando ele se tornou vitima precoce da moda da colorização de filmes clássicos.



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