• Thiago Barcellos

Animações dos anos 80 que você QUASE esqueceu I PARTE 4: "Plastinots"



No folclore judaico, o Golem é um ser fantástico que é feito de material inanimado e, muitas vezes, visto como um gigante de pedra. Essa criatura pode também significar "tolo" ou "matéria-prima". Feito de barro, ele ganha vida por magia e faz tudo o que seu criador manda.


Quer se trate de um mito ou de uma experiência de infância, amassar (com prazer) qualquer massa amorfa, maleável e lhe dar vida com a imaginação, é um instinto humano básico que nos remete à terna idade.


Os Plastinots (no original, Plonsters) foram criados pelo animador tcheco Alexander Zapletal e pela roteirista alemã Bettina Matthaei, através do Anima Studio für Film & Grafik GmbH em Hamburgo , na era da Alemanha Oriental.



Produzido por meio de animação stop motion feita com plastilina, também chamada de claymation, o título original é derivado da combinação de "plastilina" (uma espécie de massa para modelar, utilizada largamente em protótipos e esculturas) e "monstros".


Os Plastinots resgatavam a promessa da ilusão através da "massinha", registrada quadro a quadro de uma forma incomparável, pois combinavam a transição fluida e a materialidade da animação de fantoches com uma técnica que somava expressão gráfica e também plástica.


Exageradamente comprimidas, esticadas (mas sempre reparáveis) as personagens assumiam um leque de formas diferentes; leiam-se: árvores, cavalos, barcos, carros etc. As criaturas alcançavam efeitos tão engraçados e perturbadores quanto seus colegas mais novos, desenhados em CGI. Porém, devido a sua plasticidade e fixação, esses monstrinhos multicoloridos permanecem bem menos abstratos.



Na animação, os Plastinots falavam sua própria tagarelice ininteligível, comunicando seu significado por meio de pantomima e da mudança de forma. Eram figuras de cor verde, cinza e laranja que vivenciavam pequenas aventuras a cada episódio, pregavam peças ou incomodavam umas às outras.


Com sua linguagem imaginária própria, que é imediatamente inteligível devido à vitalidade e poder de expressão, os episódios, vendidos para tudo quanto é parte do globo, não foram dublados - e nem nunca precisaram.




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