• Thiago Barcellos

Michael Bay: um cineasta "iluminado"




Michael Bay é um bom diretor de filmes publicitários e videoclipes.


Na publicidade, foi premiado por campanhas da Nike e Budweiser.


Na MTV, foi indicado inúmeras vezes na premiação MTV Movie Awards com trabalhos ligados a gente do pop como Tina Turner e Lionel Ritchie.


Esse é o seu universo.


Em Hollywood, sempre foi pau-mandado dos estúdios. Com o sucesso estrondoso de A Rocha e Armageddon, Bay conquistou um dos maiores cachês pagos a diretores da indústria à época.


Os críticos (digo, os sérios), sempre o consideraram um diretor excessivo.


Certa feita, em entrevista ao USA Today, confessou que jamais media esforços para agradar aos chefes de estúdio. Essa postura recebeu críticas severas de colegas de profissão. Sean Penn, a exemplo, foi um deles ao comentar que Bay, quando fez Pearl Harbor, parecia uma criança na Disney. Bay disse ainda que um bom filme para ele “é aquele que deixa os investidores satisfeitos”.




A verdade é que com o seu toque de Midas infanto-juvenil, tudo o que ele toca, por mais sério que possa parecer – como se isso fosse possível, mas vá lá – , se converte em algodão-doce em parque de diversões.


Em se tratando de Transformers 4 – A era da extinção (2014) e Transformers: o último cavaleiro (2017) é bastante perceptível ver Bay quebrando a regra da elipse ao transformar ambos filmes inteiros em um único e plastificado pôr do sol. Com relação ao sol, há de se reparar nessas obras, este estar sempre se pondo, dourado e infinitamente.


É a fascinação de Bay pela luz edulcorada, publicitária, falsete.

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