• Thiago Barcellos

Monja Coen & Ambev: do zen-budismo ao lúpulo moderado

Atualizado: Ago 20



A tradição budista sempre foi envolta em uma aura divina e algo mística - ao menos para nós, meros ocidentais. Mas, se depender da Ambev e da Monja Coen, todo aquele papo de iluminação transcendental será, enfim, maculado pelos caprichos do mercado.


Como?


Quando uma famosa monja brasileira cede ao capitalismo, toda uma sapiência milenar vai pras cucuias - "ou não", já dizia Caetano.


Brasileira de pais portugueses, Cláudia Dias Baptista de Souza, também conhecida como Coen Roshi ou simplesmente Monja Coen, é escritora de dezenas de livros sobre autoconhecimento e espiritualidade e missionária oficial da tradição Soto Shu, sediada no Japão.


A Monja, com mais de 2,7 milhões de seguidores no Instagram e mais de 500 mil livros vendidos, e que é atualmente o nome mais conhecido ligado ao budismo no país, será "embaixadora da moderação" da Ambev e, ao que tudo indica, ajudará a cervejaria a falar sobre "limites e autoconhecimento".


Segundo a empresa, a proposta é “estimular o consumo responsável por meio do autoconhecimento, que para nós é a chave da moderação”. O comunicado destaca ainda que a gigante de bebidas anunciou, em 2020, a meta de ajudar 2,5 milhões de brasileiros a reduzirem o consumo excessivo de álcool até 2022.


E na sequência vem aí: "Padre Fábio de Melo vira garoto propaganda do Rivotril".


Quem viver verá.




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