• Thiago Barcellos

"The Immortal": vísceras, sangue e muito gore nesse precursor de Mortal Kombat



Curva de aprendizado íngreme em um labirinto de masmorras claustrofóbico, embrulhado em uma jogabilidade implacável com cenas de morte impressionantemente animadas e que fariam os mais prolíficos diretores do cinema gore italiano pedirem arrego ao Vaticano.


Some a isso um feiticeiro medieval em severa crise de identidade em meio a uma rusga feérica entre clãs de trolls e goblins.


Vidinha dura essa de mago: ser devorado por um verme colossal, empalado de supetão, engolfado pelas chamas, afogado e, até mesmo ter sua cabeça explodida. Com animações detalhadas em toda sua glória sangrenta.


Lançado originalmente para computadores antigos como o Amiga e o Apple IIgs, a versão de The Immortal (1990) para o velho e bom Mega Drive é uma experiência extremamente difícil, mas incrivelmente recompensadora.


Embora curto, ele tem uma história surpreendentemente rica e intrigante, excelentes quebra-cabeças e uma infinidade de cenários memoráveis.


Quando a Electronic Arts decidiu portar The Immortal para o console da Sega, ela colocou o jogo nas mãos do programador Kevin McGrath e sua equipe. Eles não apenas fizeram uma conversão estelar, mas também conseguiram encontrar uma maneira de tornar um grande jogo ainda melhor, adicionando novas sequências de carnificina. O resultado foi um título tão difícil quanto divertido - para os de estômago forte.



Nesse RPG, você joga um velho mago sem nome em busca de seu mestre perdido, Mordamir. Ao atravessar oito níveis de calabouços lúgubres e apinhados de armadilhas, sua missão é desvendar o mistério do desaparecimento de seu catedrático. E você também vai morrer muitas, muitas, MUITAS vezes.


A visão é isométrica. Você pode explorar, interagir com outros personagens, coletar itens e, claro, entrar em combate.


Ao contrário das versões de computadores e a do nintendinho, The Immortal apresenta cenas de violência extrema após o jogador ter sucesso nas lutas mano a mano.



Uma rachadura na cabeça de um goblin com seu cajado resulta na explosão de seu crânio em uma chuva de sangue e massa encefálica.


Você fatiará goblins ao meio e verá como suas pernas caem sobre as metades esfoladas de seus corpos. Cortá-los ao meio (na altura do quadril), faz com que suas entranhas se espalhem pelo chão como montes de carnes amorfas.



Os trolls têm suas próprias mortes separadas, que incluem ser esfolados ou eletrocutados. The Immortal é facilmente um dos jogos mais chocantemente sangrentos da era dos 16 bits, muito mais do que o popular Mortal Kombat.


Aos moldes noventistas, The Immortal é a voz maior do gênero adventure, e o seu criador, Will Harvey, pertence à cabeceira dos que amam um puzzle inescrutável.


Mesmo envolvo em robusta delicadeza, a ineficiência dos controles são a metáfora da natureza humana despida de suas pretensões físicas e espirituais.


Mas calma, com jeitinho, se desvela ao jogador uma trama profundamente irônica, cheinha de subentendidos sinistros.


Não é um jogo para todo mundo, mas azar de todo mundo.




13 visualizações0 comentário

Posts recentes

Ver tudo
GoogleMaps Logo Shadow.png
GoogleMaps Pin.png