• Thiago Barcellos

"Zool Redimensioned": a volta do eterno cult-trash dos videogames




Infelizmente, joguei Zool Redimensioned no PlayStation 4.


O game foi lançado em agosto pela editora Secret Mode e desenvolvido pela Sumo Digital Academy.


Cult-trash das antigas, o Zool original foi lançado pela Gremlin Graphics em 1992 para o computador doméstico Amiga e, mais tarde, portado para uma infinidade de consoles. Leiam-se: SNES, Mega Drive, Master System, Game Gear, Game Boy, PC, Atari ST e o Amiga CD32.


Repaginado, o jogo gira em torno de Zool, um ninja da enésima dimensão que se assemelha a uma formiga.


Quando sua nave cai em um planeta alienígena, Zool descobre que o malvado Krool se infiltrou em seus vários universos e transformou objetos inanimados comuns em assassinos em potencial. Parece legal? Ó, soa até bem no papel, mas falha miseravelmente em viver de acordo com seu potencial de execução. Em sua, Você é um ninjinha radical - que falha totalmente no ofício - ao passo que ainda é um mascote de pirulito.



O objetivo é guiar esse bichinho pra lá de esdrúxulo através de cada mundo, usando seus poderes ninja para disparar balas (!), escalar paredes e realizar ataques giratórios com um salto escrotérrimo.


Quando eu havia alugado a versão pro SNES no já longínquo anos 90, senti que Zool poderia ter sido mais adequado como um jogo com um objetivo mais simples, como salvar alguma princesa raptada ou liberar a fauna aprisionada por um cientista obeso.


Zool teima em obrigar ao jogador a percorrer cada canto e recanto de seus níveis repetitivos e que parecem um salão gigantesco e confuso de espelhos.


À época, o jogo era conhecido por duas coisas - sua velocidade extremamente alta e o aparecimento da marca de guloseimas Chupa Chups. Lembra? Nem nós.


Zool é mais um plágio do Sonic, com o "grande diferencial" do personagem atirar kriptonita de diabéticos nos inimigos. Pra passar de fase é necessário chegar ao final com uma boa quantidade de doces no estoque, ou encontrar um doce grandão - fala se não parece até sinopse de algum filmete obsceno para adultos?


Acredite se quiser, o game foi popular o suficiente para gerar uma sequência, que introduziu uma companheira chamada Zooz.



Enquanto ia jogando, comecei a me lembrar que até hoje se discute a opção de Heidegger pelo nazismo. Mesmo sendo ele um filósofo de quilate, foda dos fodas, a opção não permite desculpas.


Mas cá entre nós, não sou assim tão rigorista. Todo mundo erra.


Mas existe graduação nos erros. Esse remake de Zool, por exemplo, não exime a Gremlin Graphics de responsabilidade. Agrava.


Aceite que errou em 1992, confesse. Mas não queira enganar os outros seres humanos com uma repaginada chinfrim dum personagem que parece garoto propaganda de empresa de banheiro químico. É feio.


Depois de jogar, gastando meu suado dinheiro (mea culpa etílica) nessa meningite meningocócica, fiquei tão puto que mandei pra Nuremberg.





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